Povoado

O vento que sinto na pele, aceito. Vou sendo
É mais sereno acompanhar o movimento
Bem mais intenso quando a compreensão se espalha,
floreia.
Pisando entre as pedras, não obstante os cortes, há sorte,
cura.

De quem me esconderia,
como poderia..o que adiantaria?

O espelho d'água nasce dentro
rio lento que passa sob meus olhos ardentes...
...
Toda urgência é de viver. Inflama, faz saber,
entre as curvas do silêncio pulsante
que suspira a vertigem derivada da noite, arrepia
sem marcar hora, apenas atinge
em brasa queima, fere, afaga
colore a cena no escuro. Borra outra tela
Detem o pensamento
Trava a palavra

2 comentarios:

  1. Compreendeer a vida em atos. Um a um, os passos, e por quê não, entre saltos?

    Tudo é muito pouco. Meras impressões, ou organismos devoradores, convenientes e vis.
    Povoando-nos de estrada. Histórias que pouco nos dizem. Somos o que fomos, ou o que há de vir? Não! Hiato, que com apenas o hífen desenha os contornos próximos, costurando-o ao passado.

    Tudo está ligado. Nada pode ser tão verdadeiro quanto o sentir, falado ou não, mas vivo. O silêncio fala muito.

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  2. Não dá pra se esconder desse tanto de coisa que "floreou" por aí mesmo.

    Um belo poema moça, só tive que ler de novo para 'colocar as vírgulas' no fim de alguns dos versos. Mas, deve ter sido intencional: coisa de poetisa pra dar "alguns sentidos possíveis".


    Forte abraço

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