Crer é não desistir ou verborRAGIA

Versos tem seu nascedouro na dor
Gritos mudos, ecos dissonantes
de fora pra dentro, soando acostumados sentimentos plenos
transbordando seus contrários
erupção na forma de apatia, vertigem, aflição.
Cada toque, segundo, fresta, todos,
juntos selam o universo que me traz em agonia

°°°

Impossível à transparência compreender o que não se projeta
Rotação, o que se vê diante do que não se apresenta?
Se esconde e não emenda.
A visão ofuscada, oportunidades rebuscadas, guardadas
Casulos invisíveis, medos, facilidades
o que não se assume, mas resume
trovas redigidas sobre a égide da palavra só

°°°

Tolices, nó d´água, que resulta num simples nada
Gotas evaporadas com intenções guardadas
para quem sabe...
Tudo é, senão meus sentidos inflamados
verdades que mastiguei pra não cuspir
Não pretendo que sirvam de almoço
para quem janta às minhas costas, o meu sonho de dormir

°°°

Prefiro dividir com os pobres como eu o pão
o sonho,
na esperança em ser tantos quantos couberem,
de dentro para fora
o necessário para ser completo
Eu abro mão de agora, pelo que eu acredito
Em busca do que ainda não encontrei, uma e mil

Riqueza é claridade para mim.

2 comentarios:

  1. Desconexo, como vc disse.

    Mas, ainda assim, se pode extrair algo de interessante de toda essa verborragia. =)

    [Ainda escrevo algo em cima disso.]

    =*

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  2. É Jota, resolvi incluir no título
    o que concluimos ser verbo jorrando sentimentos...

    Obrigada
    e mais uma vez, desculpa por deixar suas orelhas
    (olhos) fervendo de tanto eu falar

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