Meu guia é o vento

Sempre haverá uma justificativa
que nada explica.
Para suas partidas, só tenho a dizer:
"quando eu me acostumar
será tarde demais pra você"

É indescritível, e pra ti inentendível
Escrevo e apago impulsivamente palavras
Fico tonta, me esqueço quem és
por um instante que agarro com unhas
mas o tempo arranhado, em seu passo vai
cursa a contagem que não volta atrás

Encontro-me aqui, sem saber por que isso acontece
Ainda?
Porque não adormece?
Por que o que nem é magoa
existe assim?
O problema está na justificativa infalível
que sempre vai dizer os seus porquês
e neles eu não posso crer...
De aquário,
escorro em vontades desenfreadas
Não tenho o controle, nem deriva
Quem me conduz é a própria vida

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1 comentario:

  1. Bebe o vento
    Colha tempestade
    Que não tem cidade
    Pra grandeza do teu invento
    E só na reciprocidade
    Que tento
    Explicar tanta magnificidade
    Sei que ainda me arrebento
    Mas essa brisa é uguento
    Pras minhas vãs necessidades...

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