Sem poesia

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Me despedaço e me junto
à saber do que sou feito
chegar nos meus extremos
e encontrar o insondável habitante
morador de mim

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Inspirado no que tenho lido, no que tenho feito, onde tenho ido. Pessoas, palavras, sentidos desesperados... meu desequilíbrio.

Pouco

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Resta pouco
Está quase oco
Metendo a mão dá pra sentir
Quase nada se encontra ali


Poeira da paixão
Dilacerado um coração
Pobre mente, absoluta-mente sã
Sobram-te apenas aparas miúdas


A vida vence o tempo, num estalo dos dedos
Balança o esqueleto
Sacode e manda pro inferno, pra longe em mar aberto
Restos podres de amor
nascido no gueto e morto na dor
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Versos Disritmados

Queria uma máquina que pulasse (ou voltasse) o tempo


Sentidos se afiam
Calendários espiam
detetives
À espera do tempo desejado
Ter perdas

e danos superados
A mão estendida
O amor intacto, ainda vivo
alcançado.
Sentidos se movem
não à distância
em tempo suficiente para descobrir
que posso e sei viver sem ti
sem tuas manhãs, sem teus olhos
tuas coradas maçãs.
Fato é amar
de amor me danar
trocar a liberdade por correntes
que me prendem da alma ao ventre
ter a pena aumentada
enquanto houver na terra, ar
viver de amor até morrer
me salvar em teu mar de afogar
no fogo das noites.
Fardo é ter nos olhos espinhos
feito setas cortantes
Escancarando as
portas da visão.
Assim estou
acompanhada do amor que sinto, a sós.
Metade sem você
e seu tempero de dendê


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Por ti, para ti. Mesmo não estando, meu sentimento insiste em sentir como naquele tempo imaculado... sabemos quando os sentimentos estão enraizados no mais íntimo em nós.