Ela

Sem dar ouvidos, sentiu...


Ela acordou
Vibrante, um peito imenso
O músculo cor de sangue quente
Ele disparou, inconstante
Ao encontro da negra cor


Sua espera acabou
Pacto
A boca entreaberta bradou
Ela quer sem poesia
Ria
Afirmam seus braços abertos
Chova, que ela tem calor
Lábios finos falam ao pôr do sol
De quase vermelhos anoitecem
Beija! E ela sorri
Traga um novo som
O corpo balança e conduz a atenção


E quer mais
Quer vôos loucos
Novas viagens, beijos no escuro
Bombeia sua corrente
O desejo de uma gente livre
Que acredita em ser feliz

Ela quer sonhos e amores
Escuta o não
Escolhe seu sim

Sua, dela
Ela...

4 comentarios:

  1. Ela comia com voracidade a inocência
    esfarelada em migalhas de tudo.
    Queria tudo e temia o pouco.
    Inclinava-se de vida cheia
    sem pudores e sem dor.
    Comia a alegria infinita
    Devorava uma felicidade despropositada e insistente.
    Encarniçava-se, então, de prazer deliciosamente picante.

    Ela quer mais...

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  2. Escolher o seu sim, e ter a liberdade de dizer o seu não!

    Belíssimo texto!

    Abraços, flores, estrelas..

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  3. Belíssimo. Me chamou a atenção esse trecho:
    "Ela quer sonhos e amores
    Escuta o não
    Escolhe seu sim"

    Muito bom para terminar uma semana e iniciar outra, lembrando sempre de querer sonhos e amor, escolhendo o sim diante de alguns não.

    Bravo!!!

    beijos

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  4. Uau...Desculpe ser um estranho adentrando em seu recinto reflexivo (sou um ser novo neste mundo blogeiro).

    Recomendações me trouxeram até aqui e, graças a estas, pude ler uma expressão artistica sobre a arte maior: a liberdade. Lindo.

    1000 bjs/s

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