Queda livre

Nada disso me interessa
Não vou me resignar a pagar
com minha dor, nem por amor
O subterfúgio dos teus lábios me cansou
Demorou e nada adiantou
O tempo parou? Andou...
Feito livro sem final,
Difuso.
Sem propósito, imoral
E eu no meio desta farsa, que mal!
De saída eu busco meu lugar
É mágoa minha, tua covardia
Causa e efeito, inseparáveis nos separam.
Nostalgia me toma, volto ao passado
A imagens antigas, rio sozinha...
...Um cheiro de inverno dissipa o que foi
Me arranca de lá, volta meu olhar
Num piscar
Quero não ver sua face desconhecida
Vejo a beleza escondida, velha e morta
O seu atalho é meio caminho andado
De encontro à solidão, guia da escuridão
Desconforto habitual, boa noite
Poder, soberba e manipulação
Anástrofe gradual, parecida com a verdade
Mentira.
A distância se completa com razão
E por meio dela se abrirá o chão
Planos em vão, sugando da inocência
Envenenando a pureza que estende a mão
Crime doloso
Tudo aqui é nada, a cegueira da visão
No final o que sobra é alma
O amanhã é feito agora.

3 comentarios:

  1. Este comentario ha sido eliminado por el autor.

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  2. teto, paredes e chão
    não tenho nada além da visão...

    o sentido é duplo, mas o motivo um só.

    acordei, pior, não dormi com sabor amargo no céu da boca. O que nasceu comigo está partindo.

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  3. Tudo que é feito, tem efeito. Bom ou ruim. O amargo da boca é ácido, e faz transformar o fim num outro início

    Adaptação é o princípio da continuação, do pós vida, do dia seguinte********

    Sorria Mar!

    Admiro seu poetar

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