Singular

Não há quem diga o contrário, é exceção
A transparência dos meus olhos
Intenção
No calor da pele
Suor que repele o frio da estação
Frieza não, da palavra o perdão
É distancia, indiferença
Diferenças, implosão.
Chego a pousar no riso verde das montanhas
Cheiro que me apraz
E relaxar o meu olhar sobre o mar...
O vento sopra sua força, provoca revoada e voa com ela
Deixando-me sem ar
Ar? Eu procuro
...
Procuro
...
O despreparo chega e faz meu mundo andar
Eu busco, pretendo, proporciono meu reinventar
Consumo com avidez a sede
Na abundância dos oceanos, sal
Água, da pedra quero o beijo, doce
Não me farto perante a escassez
Eu cavo até encontrar
Intuição
Fareja na terra a umidade
O eixo, a gravidade
E quando chego causo a própria morte
Engulo tudo, consumo, sumo, evaporo
Sou poro
E volto a ser ar
Replanto a semente que me deu a vida
E rego com outros sais
Dos desejos à raiz, morri para renascer
E me fazer feliz
No berço quente da nascente, água corrente
Que me abraça o corpo, cria o novo
Brota flores no jardim
E as lança sobre mim
Eterniza as cores desta obra inacabada
E sem fim

Idiossincrasia

O ar
Numa conversa com o centro da terra
Relatou a circunstância, aflição
Vislumbrou uma centelha de luz
Desejou ser o sol
Gotejou por não ser
E sorriu por ser o que é

O ar
Em contra-senso
Pediu ao vento pra soprar...

E daí?!

Eu permito às minhas idéias trânsito livre
Por todos os caminhos de minha alma
Cada fragmento e vácuo
Até que conheçam o bastante
Obtenham forma e conteúdo
Tornem-se palavra.
Está contido nelas o melhor
E o que há de pior em mim
Trajetória descrita por um corpo em movimento,
Minha vida.



Ninguém tem nada a ver com isso.
É isso mesmo!

Acróstico

Amigos, como poderia traduzi-los?!
Meus, eternos... tantas aventuras, turras e risos
Incansáveis que nós somos
Guardados, todos! No lugar mais importante que habita meu ser
O elo de uma vida, sei do tempo e suas razões
Sem fim, eu mesmo distante, amo-os, e é incessante.

Minha vida é louca, é breve e insana. Sem drama, não me prostro com demora, logo eu ativo o prosseguir. Não tenho certezas, eu vou! Meus amigos sabem quem sou!

Céus e terra: Obrigada, obrigada e obrigada!

Queda livre

Nada disso me interessa
Não vou me resignar a pagar
com minha dor, nem por amor
O subterfúgio dos teus lábios me cansou
Demorou e nada adiantou
O tempo parou? Andou...
Feito livro sem final,
Difuso.
Sem propósito, imoral
E eu no meio desta farsa, que mal!
De saída eu busco meu lugar
É mágoa minha, tua covardia
Causa e efeito, inseparáveis nos separam.
Nostalgia me toma, volto ao passado
A imagens antigas, rio sozinha...
...Um cheiro de inverno dissipa o que foi
Me arranca de lá, volta meu olhar
Num piscar
Quero não ver sua face desconhecida
Vejo a beleza escondida, velha e morta
O seu atalho é meio caminho andado
De encontro à solidão, guia da escuridão
Desconforto habitual, boa noite
Poder, soberba e manipulação
Anástrofe gradual, parecida com a verdade
Mentira.
A distância se completa com razão
E por meio dela se abrirá o chão
Planos em vão, sugando da inocência
Envenenando a pureza que estende a mão
Crime doloso
Tudo aqui é nada, a cegueira da visão
No final o que sobra é alma
O amanhã é feito agora.

O primogênito

Antologia de poemas.

Lançamento dia 26/07/08 as 18hs - Casa das Rosas - São Paulo-SP

Este convite é extensivo a todos, principalmente aos que amam a arte e aqueles que fazem da poética um referencial para a vida.

São diversos autores, uns possuem textos e obras já publicados outros tem no SENTIDO INVERSO sua primeira publicação, entre eles M I L__ pseudônimo Marrí Fanco__ com as obras Outros versos e Grito incontido.

Para adquirir um exemplar, entre em contato através do e-mail negocios.nos@gmail.com

Meu inclassificável

Sentimentos não distribuídos se acumulam em meu corpo, cada pedaço de dentro e toda a extensão de fora. Contudo há uma característica egocêntrica, novidade parida me impulsiona para a vida num desejo crescente, o qual não cabe palavra.

Viva, estou viva! Mais do que estive de 77 até quase agora.

Viva e vibrante!!!