Dias auto-falantes

De toda maneira o mundo se descaracteriza bem aqui, à minha frente. Proximidade inexistente, fraqueza da gente. E o pedregulho gigante que incomoda a carne e pára na mente, corta a corrente. Mandinga, idas e vindas. Parafuso frouxo nas sobras do que já se fez. Risco inerente, o excesso de quem cala. Confusão se faz constante, e não obstante, cria-se a eternidade que divide o nós, pontua capítulos, espaços suspensos, indescritíveis, ouso dizer inentendíveis. Ausência da pureza, santidade, um deus. Digitais perdidas, procurando o seu lugar... Gotas, semente, frutos ou nada simplesmente. Aquela certeza da voz a procura do sim, se engoliu.

Poética, linguajar comum, com ‘falo na fala’, esse é meu tom.

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