Grito incontido

Quem imagina ver chegar uma flor
trazendo consigo um novo amor
acompanhando meus passos, tecendo laços
me criando embaraços, não sabia mais dos abraços
O amor me acorda com beijos, me desperta infinitos desejos
nascendo a qualquer hora, madrugada a fora
agora incrustado em meu corpo
desde ontem deixou-me quase morto, partiu...

Asa ferida, meu ar pouco
sobram lembranças, experimentadas ou apenas sentidas
o impulso impediu, o motivo quem sabe é quem decidiu
talvez tanto amor fosse pouco
talvez nem fosse ou fosse demais
e eu atolada, meu peito imenso cheio de nada
Amor lançado ao mar, ajudando o vento a soprar
sentimento
desembarcando na próxima parada
quantos pedaços pra deixar nesta estrada

Desejo acordado, sonho adormecido
noite cumprida, intranqüila
incredulidade diante dos fatos
conseqüência da falta de paciência
nossos calos, erros, nossos atos
uma fraude em seu auge
solidão é a única que aplaude
o fim das nossas intenções
Não tenho o poder que precisas
minha prova não tem nota
janela e porta, sem trinco sem nada
Precipício, o fim no inicio

1 comentario:

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