Vôo da madrugada

Carros que chegam aos montes
preenchem os espaços vazios
no vai e vem notável entre faróis e lençóis
escurecendo a poeira escondida na noite
revelando sobre as sombras a fumaça
tanta gente que passa, outra gente que marca
tem graça, todo tempo do mundo no fim das horas
falta pouco para outro começo
Música e eu, a sós, procurando o que?
finas cordas que embalam minhas horas,
eu danço
No congo a minha pátria, amor sem preço
e volto aqui, pra saber de novo
medo armado, fio desencapado
que momento raro! Não sou mais um livro caro
tornei-me um daqueles de placebo
conhecendo muitos olhos, outras peles, corredeiras
Procuro a letra imortal, intensidade tal
música e eu, a sós
encontro singular, expressão das minhas verdades
meus espaços arquivados, entre lua e estrelas
acordando a escuridão, piscando entre o tudo e o nada
por um instante libertada
Pássaro, no vôo da madrugada

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